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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

Encontros com... a Prof. Élia David (I)

01.06.16

 Encontros com... a Prof.ª Élia David (I)

 

 

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A Prof.ª Élia David, nos momentos iniciais da palestra,
a conversar com cada aluno.

 

No dia 30 de maio, integrado na rubrica da Biblioteca Escolar "Encontros com… " e no âmbito da Exposição "A Escola: quem te viu e quem te vê", deslocou-se ao Agrupamento de Escolas de Castanheira de Pera a professora primária Élia David, nossa conterrânea.

 

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 A D. Isabel Salgueiro a mostrar alguns materiais escolares a um aluno.

 

 

A professora Élia David falou com os alunos do 5.º ano de escolaridade, que vieram a este encontro e fazer uma visita à exposição, acompanhados pela professora Cecília Pereira, e com a presença da professora Margarida Freire, da professora Teresa Magéssi e da Sra. D. Isabel Salgueiro.

 

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 Uma explicação no antigo quadro de lousa da sala de aula.

 

 

A conversa com os alunos consistiu numa explicação do que era a escola no Estado Novo: os materiais que eram utilizados em sala de aula, que tipo de matérias era trabalhadas, o tipo de livros que existiam e alguns dos rituais que estavam presentes nas salas de aulas, como rezar e cantar o Hino Nacional todos os dias. 

 

 

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Uma experiência divertida: os alunos puderam escrever nas lousas
iguais às lousas onde escreveram os seus avós e/ou bisavós...

 

 

Os alunos colocaram algumas questões que foram respondidas com muito agrado pela Prof.ª Élia David, que descreveu como foi a sua experiência enquanto aluna e enquanto professora. 

  

 

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 Os alunos foram colocando questões.

 

Os alunos mostraram muita curiosidade pelos materiais expostos e participaram na conversa com muito entusiasmo.

 

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A Prof.ª Élia David respondeu a todas as questões dos alunos

dando exemplos de situações vividas.

 

 

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Também a Sra. D. Maria Tomás e a Sra. D. Maria José Henriques, 

da Secretaria, vieram visitar a exposição e assistir à palestra.

 

 

Tratou-se de um momento muito enriquecedor e de partilha de saberes entre gerações, tendo os alunos tomado consciência pela experiência e pelo que ouviram, das muitas diferenças que existem entre a Escola de ontem e a Escola de hoje, valorizando mais a liberdade e o ensino que têm hoje... 

 

Encontros com... a Dra. Cláudia Santos

20.05.16

Encontros com... a Dra. Cláudia Santos

 

 

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A Prof.ª Margarida Freire no início dos "Encontros com..."
a apresentar a Dra. Cláudia Santos.

 

 

No dia 18 de maio, em comemoração da efeméride do Dia Internacional dos Museus, houve uma palestra especial na Biblioteca Escolar com a Dra. Cláudia Santos, professora, historiadora e guia do Complexo Monumental de Santiago da Guarda, no concelho de Ansião.

 

A sessão de "Encontros com...", apresentada pela Prof.ª Margarida Freire, de História e Geografia de Portugal, foi com a turma do 9.ºA, acompanhada pelo professor José Maló, de Educação Visual, e com a presença de vários outros professores.

 

 

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 A Dra. Cláudia Santos a apresentar o Complexo Monumental de Santiago da Guarda.

 

 

A Dra. Cláudia Santos apresentou o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, onde exerce as funções de guia, revelando alguns pormenores da história desse edifício, residêncial senhorial dos Condes de Castelo Melhor, único exemplar da arquitetura manuelina do concelho de Ansião e monumento nacional desde 1978.

 

Este solar, constituído por uma torre medieval e um paço fortificado dos Vasconcelos, do século XVI/XIX, foi edificado sobre uma vila tardo-romana do séc. IV-V, podendo ser observados os seus vestígios - belos tapetes de mosaicos - descobertos pelas escavações arqueológicas de 2002. 

 

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A Dra. Cláudia Santos a falar das coleções da sua família.

 

 

A seguir, e porque um museu não existe sem uma coleção, a Dra. Cláudia Santos falou de coleções, que se iniciam no seio de cada família, quando se preserva os legados dos avós, dos tios, dos pais, objetos guardados com muito amor e carinho e que constituem a memória desses entes queridos e das suas histórias, que são as histórias dessa família e que contribuem para a história de um país.

 

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A Dra. Cláudia Santos, com a caderneta militar do avô nas mãos.

 

 

A primeira história que a Dra. Cláudia Santos contou foi a história da caderneta militar do seu avô, que participou na I Guerra Mundial, como maqueiro.

 

O seu avô passou primeiro por Moçambique - na I Guerra Mundial, Portugal combateu sobretudo nas suas colónias africanas, procurando defendê-las dos alemãos e dos ingleses, que também as cobiçavam.

 

A disciplina era muito rígida naquele tempo, e mesmo em situação de doença comprovada, os soldados eram castigados por não se apresentarem ao serviço ou por não se apresentarem com as fardas impecáveis.

 

Depois, o seu avô foi enviado para França, e a Dra. Cláudia Santos falou das condições da guerra de trincheiras, da falta de equipamento e armas adequados e da fome que os soldados portugueses passaram, as doenças e os terríveis ferimentos, as mortes e o sofrimento do seu avô quando de lá regressou, com Perturbação de Stress Pós-Traumático.

 

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 A Dra. Cláudia Santos a mostrar uma espada decorativa em ébano.

 

 

As famílias vão colecionando muitas coisas ao longo do tempo - propriedades, casas, mobílias, objetos - e cabe a cada familiar preservar a memória da família para a continuar a legar às gerações seguintes.

 

A Dra. Claudia Santos falou de alguns objetos que cada familiar tinha à sua guarda, e mostrou aos alunos uma espada decorativa em ébano - uma madeira africana muito escura e dura - que era do seu pai, trazida de Moçambique, onde a família residiu durante alguns anos, até à descolonização, em consequência da Revolução de 25 de Abril de 1974.

 

Nessa época, as condições da metrópole eram muito diferentes em relação às suas ex-colónias: era uma Lisboa pobre, muito pouco evoluída em termos culturais e no comércio e indústria de produtos e serviços, onde até os flocos de milho, a coca-cola e os chocolates a que a Dra. Cláudia Santos, então ainda menina, estava habituada, eram desconhecidos ou não disponíveis nas pequenas mercearias de então... 

 

Por fim, a Dra. Cláudia Santos distribuiu folhetos do Complexo Monumental de Santiago da Guarda e do concelho de Ansião e interpelou os alunos sobre os museus existentes no concelho de Castanheira de Pera, assim como sobre as suas coleções particulares. 

 

No final, a Prof.ª Margarida Freire disse esperar que os alunos tivessem gostado de ouvir as histórias contadas pela Dra. Cláudia Santos e que se sentissem estimulados a preservar os objetos antigos de familiares que tinham em casa, não só pelo valor sentimental e histórico, mas também pelo seu valor financeiro, pois muitos objetos antigos são bastante valiosos e vendidos em mercados e leilões de antiguidades.

 

 

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A Prof.ª Margarida Freire a conversar com os alunos.

 

 

A Prof.ª Margarida Freire convidou todos os alunos a iniciarem coleções, se ainda não as tinham. Também se referiu às coleções que todos temos, mesmo sem lhes darmos muita atenção: coleções de conchas, de selos, de pacotes de açúcar, de carrinhos em miniatura, de modelos de aviões, de bonecas, de caricas, de livros... 

 

Nas despedidas, houve merecidos aplausos, e a Prof.ª Margarida Freire, em nome da Equipa da Biblioteca Escolar, ofereceu um ramo de flores à Dra. Cláudia Santos.

  

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 A Dra. Cláudia Santos, nos momentos finais da palestra.

 

 

Encontros com... a Arqueóloga Catarina Mendes

11.03.16

Encontros com... a Arqueóloga Catarina Mendes

 

 

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Apresentação do tema e da convidada desta sessão
dos "Encontros com...",
pelo Prof. Paulo Silveiro.

 

 

No dia 26 de fevereiro, no âmbito da atividade da biblioteca “Encontros com…” esteve presente na biblioteca escolar do nosso agrupamento de escolas a arqueóloga Catarina Mendes, com uma larga experiência em escavações e trabalhos no terreno. Essa presença permitiu que se desse a conhecer esta profissão, junto dos alunos do 5.º e 7.º ano, concluindo-se que o grande tesouro que se obtém da arqueologia é, acima de tudo, o conhecimento que se obtém do passado.

 

A Dra. Catarina Mendes principiou a sua palestra pela definição dos conceitos de "arqueóloga" e de "arqueologia", aludindo a um filme recentemente visto pelos alunos: "Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida", em sessão de cinema Cinedetetive (clica na palavra cor de laranja para veres como decorreu essa sessão).

 

 

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A pergunta "A arqueologia é a profissão do Indiana Jones?"
foi objeto de debate com os alunos.

 

 

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O local de escavação arqueológica
envolve muitos meios materiais e humanos.

 

 

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A Dra. Catarina Mendes manteve sempre grande interatividade
com os alunos que assistiam à palestra.

 

 

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No centro, livros e filmes da BE sobre o tema da arqueologia.

Em primeiro plano, a caixa de vidro com os exemplos de estratificação do solo.

 

 

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A diferença entre achados pré-Históricos:

Paleontologia versus Arqueologia.

 

 

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Os alunos seguiram com toda a atenção
as explicações que eram sendo dadas pela arqueóloga.

 

 

Os alunos presentes manusearam alguns achados arqueológicos e puderam satisfazer a sua curiosidade relativamente a esta profissão.

 

Para saberes mais sobre as pontas líticas, clica aqui.

 

 

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Uma ponta de seta pré-histórica, em pedra (ponta lítica)...

 

 

Sabias que há um Museu da Lucerna? Este é um museu monotemático localizado em Castro Verde, no distrito de Beja. Inaugurado em 2004 alberga a maior coleção de lucernas (ou lâmpadas a óleo) de época romana, provenientes de um só sítio, o depósito votivo secundário de Santa Bárbara de Padrões. O museu foi instalado num antigo armazém da fabrica de Moagem Prazeres e Irmão, remodelado no interior e adaptado a espaço museológico para receber os milhares de lucernas que constituem o seu acervo. Para conheceres um bocadinho o museu das lucernas romanas, clica aqui.

 

 

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 Uma lamparina de azeite (lucernae) romana, em barro,
manuseada pelos alunos com emoção...

 

 

No final do Encontro, a Prof.ª Teresa Magéssi, Coordenadora da BE, ofereceu um ramo de flores à Dra. Catarina Mendes, em nome da equipa BE.

 

 

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Momentos de bom humor no final da sessão.

 

 

A EB23 Dr. Bissaya Barreto, em geral, e a equipa da biblioteca escolar, em particular, agradecem à Dr.ª Catarina Mendes a sua presença, já que para isso teve de abdicar de um dia de trabalho; à sua entidade patronal, a empresa de arqueologia Dryas e à Al-Baiäz , Associação de Defesa do Património, da qual  a nossa convidada é dirigente.