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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

Dia de São Patrício - Recital Musical

18.03.16

Dia de São Patrício - Recital Musical

 

  

IMG_1832A BE encheu-se de alunos e professores para assistir

ao Recital Musical do Prof. Licínio Maurício.

 

 

Pela terceira vez, a biblioteca escolar comemorou o Dia de São Patrício com atividades integradas na Semana da Leitura 2016. Este ano a proposta da biblioteca escolar foi um recital musical de música tradicional irlandesa, com o Prof. Licínio Maurício, músico profissional.

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Antes do recital, a Prof.ª Isabel Belchior, em conversa com os alunos, fez uma pequena abordagem às lendas que tentam explicar o fenómeno do arco-íris, contadas pelos povos em todo o mundo desde tempos imemoriais, comparando-as com os factos científicos sobre este fenómeno natural. E contou a lenda do tesouro escondido pelos leprechauns (duendes irlandeses) no final do arco-íris...

 

A seguir, o Prof. Paulo Silveiro fez uma breve abordagem à História recente da Irlanda, através de uma apresentação Powerpoint, com imagens marcantes, que foi muito aplaudida.

 

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 O Prof. Paulo Silveiro  a apresentar a História recente da Irlanda.

 

 

A Irlanda é uma ilha localizada a oeste da Inglaterra e dela separada pelo Mar da Irlanda. 

 

A Questão Irlandesa iniciou-se com a conquista da região por Henrique II, O Plantageneta, da Inglaterra. Em 1175, Henrique II assinou o Tratado de Windsor, segundo o qual a Irlanda passaria a ser regida pelas leis inglesas, com pagamento de tributos à Inglaterra. 


A discriminação e a exploração sofrida pelos irlandeses fizeram com que eclodissem diversas revoltas ao longo dos séculos, sendo a mais expressiva delas em 1641, reprimida violentamente por Oliver Cromwell, e a Revolução de 1798, de que resultou a dissolução do parlamento irlandês em 1801 e a integração da Irlanda no Reino Unido.

 

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 Rebelião Irlandesa de 1798.

 

 

A epidemia de tifo e a fome decorrente da queda na produção agrícola devido a uma praga nas batatas, em 1845-1849, foi responsável pela morte de mais de 800 000 pessoas e a imigração da maior parte da população, principalmente para os EUA.

 

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O mapa da Irlanda com as cores da sua bandeira: verde para os católicos,

laranja para os protestantes e branco, que simboliza o desejo de paz entre eles.

A Irlanda do Norte, com as cores da bandeira britânica.

 

 

O movimento nacionalista fundado em 1905, fez com que o partido eleito Sinn Féin ("Nós Sozinhos") proclamasse a independência da Irlanda. Mas a Inglaterra só viria a reconhecê-la em 1921, através da assinatura de um tratado onde a Irlanda, à exceção da região do Ulster, passaria a ser independente, embora sob domínio inglês.

 

 

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 Michael Collins, herói da Guerra da Independência da Irlanda

e um dos primeiros comandantes do IRA.

 

 

Entre 1918 e 1921, surgiu um grupo guerrilheiro irlandês que tinha como objetivo a independência da Irlanda e depois sua unificação com a região de Ulster ainda sob domínio britânico. O “Irish Republican Army”, ou IRA, foi responsável por uma série de atentados aos protestantes residentes na Irlanda, principalmente na região de Ulster, que mais tarde passaria a chamar-se Irlanda do Norte...

 

 

 

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Todos seguiram com muita atenção as imagens
e as explicações do Prof. Paulo Silveiro.

 

 

Iniciou-se então o recital musical. 

 

O Prof. Licínio Maurício conversou primeiro um pouco com os alunos, apresentando a flauta Tin Whistle, uma pequena flauta de metal muito usada na música celta (escocesa e irlandesa) e na música medieval, e explicou alguns pormenores técnicos da execução musical neste tipo de flautas.

 

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 O Prof. Licínio Maurício a mostrar aos alunos a flauta Tin Whistler.

 

Ao longo do recital ouvimos lindíssimas melodias tradicionais irlandesas tocadas na flauta Tin Whistle: "Cooley's reel", "Inisheer", "Morrison's Jig", "Women of Ireland" e "God save Ireland", tocadas pelo Prof. Licínio Maurício, com o acompanhamento musical de fundo de uma apresentação Powerpoint do Prof. Paulo Silveiro.

 

Esta apresentação encantou todos os presentes com belíssimas imagens da Irlanda, da sua História e Cultura, e com curiosidades sobre o São Patrício, o Santo Padroeiro da Irlanda, festejado nesse país e em todas as comunidades irlandesas em todo o mundo, no dia 17 de Março e nos dias seguintes, com grandiosas festividades, paradas e muita cor...

 

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O Prof. Licínio Maurício ia apresentando cada melodia tocada.

 

 

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O Prof. Licínio Maurício a tocar a flauta Tin Whistle, com imagens da Irlanda.

 

 

Os alunos e professores não resistiram a acompanhar ritmicamente a música...

 

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 Com a magia da música tradicional irlandesa, só apetecia dançar!

 

 

No final do recital, houve ainda tempo para algumas referências musicais irlandesas de grande projeção internacional, como a famosa banda U2, e para estender o convite aos alunos para partirem à descoberta da Irlanda e da sua música.

 

 

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O Prof. Licínio Maurício em conversa com os alunos.

 

 

Todos os presentes manifestaram o seu agrado, com muitos aplausos, sorrisos e alegria. 

 

Hoje comemora-se o Dia de São Patrício

17.03.16

Hoje comemora-se o Dia de São Patrício

 

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Hoje é o Dia de São Patrício, uma festa lembra aquele santo, padroeiro da Irlanda, e que leva a que os locais se vistam com a cor verde, saindo às ruas para longas caminhadas festivas.

 

O primeiro Dia de São Patrício só se assinalou a 27 de março de 1997. Em 1999, tornou-se o evento cresceu para três dias e em 2000 passou a quatro. Em 2006, o festival durou 10 dias, com cada vez maior adesão popular e dimensão mundial.

 

O Dia de São Patrício era uma celebração da Igreja, mas perdeu esse cariz apenas ecuménico para se tornar até feriado nacional, a partir de 1903. A primeira celebração ocorreu em Dublin, em 1931.

 

Em Inglaterra, o Dia de São Patrício foi introduzido no Parlamento por James O’Mara, irlandês que criou uma lei que impedia que os bares fechassem no Dia de São Patrício. Porém, só a partir de meados de 70 essa lei passou a ser aplicada.

 

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Mas quem foi Patrício, o homem que merece este reconhecimento? Nasceu no ano de 387, em Banwen, Inglaterra, membro de uma família rica e com fortes ligações à Igreja, o que não surpreende, à época.

 

Aos 16 anos, Patrício foi raptado por piratas irlandeses e levado para a Irlanda, onde foi sujeito a escravidão. Terá ficado em cativeiro algures na costa oeste da Irlanda.

 

Conforme confessou, recebeu uma ordem de Deus, para fugir do cativeiro, embarcando num navio de regresso à Bretanha. Depois dessa viagem, entra no mosteiro de Ésir, em Auxerre, na então Gália (atual França).

 

Inicia então uma vida religiosa, pregando o Evangelho. Converteu centenas de pessoas e algumas das quais tornaram-se monges.

 

Para explicar como a Santíssima Trindade era uma espécie de ‘três e um’, usava um trevo de três folhas – o mesmo que pinta a Google de verde, neste Dia de São Patrício.

 

São Patrício foi um defensor do sacramento da confissão particular, tal como a conhecemos hoje. A prática viria a espalhar-se para toda a Europa.

 

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Uma crença popular atribui a São Patrício o desaparecimento das cobras da ilha da Irlanda. E é por esse motivo que algumas gravuras mostram o santo a esmagar esses répteis com um cajado.

 

Após três décadas de evangelização, Patrício morre, a dia 17 de março de 461, e, cumprindo a tradição, foi enterrado em Downpatrick. Patrício perdurou como o santo principal do cristianismo irlandês e é venerado pela Igreja Católica irlandesa e um pouco por todo o mundo.

 

Na Rebelião Irlandesa de 1798, na esperança de difundir os seus ideais políticos, soldados irlandeses vestiram uniformes verdes, no dia 17 de março, com a esperança de chamar a atenção pública à rebelião. A expressão irlandesa "the wearing of the green"  [vestir de verde] consiste em usar um trevo ou outra peça de roupa daquela cor, numa alusão aos soldados rebeldes.

 

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 A Rebelião Irlandesa de 1798.

 

 

São Patrício era igualmente muito respeitado nos EUA, em virtude do número elevado de imigrantes irlandeses. Em Manhattan, Nova Iorque, há uma catedral (sede da arquidiocese) com o nome deste santo.

 

As comemorações do Dia de São Patrício ocorrem a 17 de março, com diferentes eventos na Irlanda e nos EUA. São as “paradas de São Patrício”, marcadas por grande festa, desfiles, recordações do santo, mas também afirmação do orgulho irlandês.

 

No jornal Público, refere-se que é a primeira vez que se celebra o Dia de São Patrício, em Portugal, com um Festival de São Patrício: "a celebração do Dia de São Patrício inclui-se no evento que decorrerá em Lisboa até ao dia 21 de Março, o St. Patrick's Festival. As comemorações incluem atividades culturais, como danças irlandesas, concertos, futebol gaélico, teatro e a iluminação dos principais monumentos da capital portuguesa em tons de verde".

 

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 Estátua do duque da Terceira, junto ao Cais do Sodré, Lisboa, 2015.

 

Na biblioteca escolar do nosso agrupamento de escolas, este é o terceiro ano em que comemoramos o Dia de São Patrício com muitas atividades pedagógicas e culturais, em especial, em torno dos factos científicos e das lendas do arco-íris, dando a conhecer aos alunos um pouco da História e Cultura da Irlanda.

 

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 In PTJornal.comPTblastingnews.com e Público

NB: Texto editado pela Equipa BE.