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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

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Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

Histórias e curiosidades sobre o Dia dos Namorados

14.02.16

 

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Ninguém sabe ao certo como surgiu o dia, mas as teorias são muitas...

 

Sabes a história por detrás de São Valentim? Há várias versões. De acordo com a mais célebre, o imperador romano Cláudio II terá proibido os casamentos para melhorar os soldados. Ele achava que os soldados casados combatiam pior, por terem medo do que aconteceria às suas famílias se morressem em batalha. O sacerdote Valentim continuou a celebrar casamentos às escondidas. Acabou por ser descoberto e condenado à morte. Na prisão, conheceu a filha do guarda Asterius, e conseguiu curá-la da cegueira. A última coisa que escreveu tinha-a como destinatária: uma nota onde se lia "do teu Valentim", que ainda hoje é uma saudação comum neste Dia dos Namorados. Pensa-se que Valentim morreu em 278 a.C. 

 

 

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A celebração pagã que a Igreja quis tornar cristã

 

Mas o nascimento deste dia pode não ter sido assim tão inocente. Outra das teorias afirma que o Dia dos Namorados surgiu da vontade da Igreja Católica acabar com a tradição pagã da Lupercália, um festival pastoril romano celebrado a 15 de Fevereiro em homenagem a Juno, a deusa da fertilidade e do casamento. Durante cerca de 800 anos, um grupo de sacerdotes (cuidadosamente escolhidos entre os mais ilustres) dirigia-se à gruta Lupercal, localizada numa das sete colinas da capital italiana, e sacrificava dois bodes e um cão. Depois, vestiam a pele dos animais e caminhavam pelas ruas a chicotear o povo com tiras dessas peles, em especial as mulheres inférteis. Era uma forma de espantar os maus espíritos e dar saúde e fertilidade aos açoitados. Por volta do ano 496 d.C., o Papa Gelásio I decidiu transformar a festividade numa celebração cristã, instituindo assim o dia 14 de Fevereiro como o Dia de São Valentim

 

 

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 A festividade da Lupercália, em Roma.

 

 

A primeira vez que o Dia de São Valentim foi associado, por escrito, ao amor

 

Outra das teorias diz que o Dia dos Namorados surgiu na Idade Média graças ao poema do escritor inglês Geoffrey Chaucer. No poema Parlement of Foules, de 1382, ele escreveu: "Porque isso foi no Dia de São Valentim, quando cada pássaro vem escolher a sua companheira". O poema foi escrito em homenagem ao primeiro aniversário do casamento do rei Ricardo II de Inglaterra e de Anne da Boémia. Apesar de a data ser altamente duvidosa (os pássaros não acasalam pelo menos até meados de Março), a crença popular de que os animais escolhiam os companheiros no dia 14 de Fevereiro fez tanto sucesso que o dia de São Valentim passou a ser associado ao amor.

 

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 "O Parlamento das Aves"(Chaucer), óleo s/tela,

Carl Wilhelm de Hamilton (1668-1754)

 

 

 

O Dia de São Valentim hoje em dia

 

No final do século XVIII, a troca de cartas apaixonadas neste dia já era considerada habitual. Em 1797, uma editora britânica publicou um livro com sugestões de versos românticos para os apaixonados menos criativos. Na mesma altura, foi publicado um número limitado de cartões de São Valentim. Ambas as iniciativas foram um sucesso.

 

Por volta de 1900, as cartas escritas à mão foram substituídas pelos cartões impressos. Nos EUA, Esther A. Howland iniciou a venda em massa de artigos relacionados com o Dia dos Namorados, sobretudo de cartões. De acordo com a Greeting Card Association, só nos Estados Unidos são enviados cerca de mil milhões de cartões no dia 14 de Fevereiro, o que torna o Dia de São Valentim na segunda festividade onde se enviam mais postais e cartões festivos (cerca de 2,6 mil milhões são enviados no Natal).

 

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O Dia dos Namorados pelo Mundo I

 

No Brasil, a data é celebrada a 12 de Junho, véspera do Dia de Santo António, o santo casamenteiro. Instaurou-se no Brasil graças a João Dória, presidente de uma empresa publicitária na década de 40 em São Paulo. Para aumentar as vendas no mês de Julho da loja Clipper, Dória criou o slogan "Não é só com beijos que se prova o amor". Amparada pela ligação ao Dia dos Namorados, a ideia expandiu-se pelo Brasil. Hoje é a terceira data comercial mais importante no país – só é ultrapassada pelo Natal e o Dia da Mãe.

 

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O Dia dos Namorados pelo Mundo II

 

Na década de 60, as empresas de chocolate começaram a apostar na introdução do Dia dos Namorados no Japão. A acção funcionou de tal forma bem que hoje a data poderia muito bem ser substituída pelo Dia do Chocolate. No início, os casais aproveitavam realmente a data para trocar presentes entre si e expressar o seu amor, porém com o tempo ficou convencionado que apenas as mulheres deveriam oferecer presentes... e não só aos namorados.

 

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Hoje em dia, o 14 de Fevereiro é a época em que as mulheres presenteiam os amigos, colegas de trabalho, namorados e o pai no Japão. O honmei choco é o chocolate oferecido ao verdadeiro amor; o giri choco é considerado aquele que se dá por "obrigação", de modo a manter as relações sociais (geralmente em ambiente de trabalho). E há mais dois: o fami choco, dado ao pai, e o tomo choco, dado aos amigos (que podem ser tanto homens como mulheres). 

 

Um mês depois, no dia 14 de Março, é a vez dos homens oferecerem presentes às mulheres, naquele que é chamado de White Day (dia branco, em tradução livre). A data (criada graças ao esforço de um fabricante de marshmallow que tentou impor a ideia de que as mulheres deviam oferecer chocolates no Dia de São Valentim e os homens responder com marshmallows) também é celebrada na Coreia do Sul e Taiwan.

 

O Dia dos Namorados pelo Mundo III

 

Em Itália, o Dia dos Namorados é geralmente celebrado à mesa com uma festa. Já na Dinamarca oferecem-se flores prensadas ("snowdrops"), e na Suécia gomas em forma de coração.

 

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Carta de São Valentim dinamarquesa.

 

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 Gomas em forma de coração suecas.

  

 

In Sábado.pt e Huffingtonpost.com

 

As Janeiras

05.01.16

As Janeiras

 

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   As Janeiras ("Natal dos Simples")

 

 

Cantar as Janeiras é uma tradição em Portugal que consiste no canto de músicas pelas ruas por grupos de pessoas anunciando o nascimento de Jesus, desejando um feliz ano novo. Esses grupos vão de porta em porta, pedindo aos residentes as sobras das Festas Natalícias.

 

A tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: pandeireta, bombo, flauta, viola, etc.). Depois do grupo feito, e de distribuidas as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança.

 

Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras (castanhas, nozes, maçãs, chouriço, morcela, etc. Por comodismo, é hoje costume dar-se chocolates e dinheiro, embora não seja essa a tradição). No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.

 

As músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores que contribuíram. Tipicamente havia também algumas quadras insultuosas reservadas para os moradores que não davam as janeiras. Nos últimos anos, celebrizou-se uma música de Zeca Afonso, intitulada «Natal dos Simples» que, como começa com a frase "vamos cantar as janeiras..." é entendida por alguns como se fosse música de Janeiras, embora não seja uma canção de folclore.

 

As janeiras cantam-se em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até dia 6, Dia de Reis ou Epifania.

 

"Natal dos Simples", de Zeca Afonso, na interpretação da grande fadista Amália Rodrigues:

 

 

 

 

In Wikipédia

NB: Texto editado pela Equipa BE.

 

Os Três Reis Magos

04.01.16

Os Três Reis Magos

 

 

A tradição dos Três Reis Magos remonta ao nascimento de Jesus. As referências a este episódio nos Evangelhos é muito vaga, não se sabe quantos seriam estas personagens que visitaram O Menino assim que nasceu, evento que consta no Evangelho de Mateus. Não se sabe com certeza nem mesmo se eram reis. Há investigadores que acreditam que eles eram sacerdotes seguidores de Zaratustra, da Pérsia, ou os seus conselheiros. Supõe-se que eram três pelo número de presentes oferecidos ao Mestre. Os seus nomes seriam Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia, os Santos Reis, porque são considerados bem-aventurados. Eles ganharam estas denominações cerca de oitocentos anos depois do nascimento do Messias.

 

Os três reis magos. Foto: Maciej Sojka / Shutterstock.com

Os três reis magos. Foto: Maciej Sojka / Shutterstock.com

 

Há também a probabilidade de eles serem astrónomos, pois conta-se que eles observaram uma estrela incomum e que a seguiram até a região na qual se encontrava Jesus. Sabendo que havia nascido um rei, foram imediatamente ao palácio de Herodes, em Jerusalém, mas a cruel personagem ficou assustado com essa possibilidade, pois já ouvira algumas profecias a esse respeito. Ele então teria pedido aos magos que lhe comunicassem se encontrassem este menino, pois desejava também fazer-lhe uma visita. A sua intenção, porém, era matá-lo.

 

Os reis fizeram uma longa viagem até ao estábulo, lá chegando apenas no dia seis de janeiro, daí o Dia de Reis ser comemorado nesta data. Narra a tradição que eles seguiram a estrela que lhes indicava a localização exata de Jesus, e também que eles teriam oferecido ao Menino ouro, incenso e mirra, o primeiro simbolizando a realeza de Jesus; o segundo, a sua Natureza Divina, a fé, já que o incenso era muito usado nos templos para representar as preces que seguem do Homem para Deus; e o terceiro, a imortalidade e a alusão à sua futura morte no martírio, pois a mirra era muito utilizada para a preparação dos cadáveres, com o propósito de conservá-los infinitamente. Ela foi usada também no corpo de Jesus após a crucificação. 

 

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 Mirra (à esq.), ouro (ao centro) e incenso (à dta.).

 

Eles também representavam a humildade dos poderosos que se curvariam diante da Realeza Maior de Jesus, cumprindo as profecias que prediziam a humilhação dos grandes dominadores terrenos e a glorificação dos humildes. É nesse sentido que a Igreja preserva o culto aos Reis Magos, que receberam esse título apenas no século III, cumprindo assim a profecia de que os reis se prostrariam diante Dele. Para o catolicismo, eles representam a obediência aos desígnios divinos, o desprendimento dos bens materiais, a partilha destes bens com os necessitados.

 

Não há provas históricas da existência desses reis e no próprio Evangelho são citados apenas por Mateus. Talvez eles sejam apenas um símbolo, uma metáfora da legitimação de Jesus por todos os povos da Terra. O que importa, porém, é que a tradição permanece viva. 

 

In InfoEscola 

NB: Texto editado e passado para a oralidade de Portugal pela Equipa BE.