Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

Os Pterossauros... Como eram?

21.05.14

Como eram os pterossauros?

 

 

 

 

Os pterossauros foram os primeiros vertebrados a adotar o vôo como forma de vida há aproximadamente 230 milhões de anos atrás, viveram na época dos dinossauros, conviveram com as aves primitivas, se tornaram muito abundantes, com uma variedade enorme de espécies e se extinguiram no fim do período Cretáceo.

 

Estes répteis voadores cortavam o céu com as suas asas de pele reforçadas com actinofibrilas para dar sustentação, presas ao quarto dedo das mãos, extremamente alongado, e fixas ao corpo à altura da coxa.

 

A grande maioria dos pterossauros fósseis encontrados provém de ambientes que tinham sido aquáticos e, pelas características de suas mandíbulas, acredita-se que estes animais se alimentavam de peixes, moluscos e insetos, salvo algumas exceções que parecem ter preferência por carniça de dinossauros.

 

Os pterossauros compreendem o grupo dos ranforrincos e o dos pterodáctilos. Os primeiros são os Pterossauros de cauda comprida e os segundos (que apareceram mais tarde, no final do Jurássico) os pterossauros de cauda curta, que pouco antes de se extinguirem tinham desenvolvido as formas vivas voadoras mais gigantescas que já existiram.

 

 

 

 

Até agora, os paleontólogos pensavam que todos os pterossauros que povoaram a Terra entre 230 e 65 milhões de anos eram parecidos com as gaivotas ou pelicanos, pássaros marítimos que sobrevoam lagos e oceanos procurando peixes.

Porém, após o estudo da anatomia, das pegadas e da distribuição de fósseis de um pterossauro, o Azhdarchidae, os paleontólogos Mark Witton e Darren Naish afirmam que esse estereótipo não se aplica a todos os répteis voadores. A dupla analisou fósseis dessa espécie em Londres, Portsmouth e na Alemanha. Witton e Naish chegaram à conclusão de que eles se alimentavam em terra, "onde se agachavam para capturar presas".

"Seus análogos mais próximos no mundo moderno são pássaros que se alimentam em terra, como os calaus (da família bucorvidae) e as cegonhas", diz Naish. (...) 

 

 

 


Os Azhdarchidae eram pterossauros gigantes sem dentes, com asas de até dez metros de envergadura. Os maiores exemplares da espécie chegavam ao tamanho de uma girafa.

Segundo o estudo publicado na "PLoS" ("Public Library of Science"), seus longos membros e a forma alongada de seu crânio, que podia medir mais de dois metros, facilitavam a captura de animais e outros alimentos no solo.

 

Um paleontólogo da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, descobriu que o maior pterossauro do qual se tem notícia até agora viveu no Brasil há 115 milhões de anos, segundo publicou a edição de novembro da revista Palaeontology.

O descobrimento foi feito a partir do fóssil de uma parte do crânio de um chaoyangopteridae, uma espécie que só tinha sido achada na região chinesa de Chaoyang e que se considerava que não tinha alcançado uma altura superior aos 60 cm.

O professor Mark Witton, da Universidade de Portsmouth, explicou em sua pesquisa que o achado corresponde a um pterossauro que voou sobre o nordeste brasileiro e que teve uma altura de 1 m e uma envergadura de 5 m.

"Para dizer de maneira simples, isto transforma em anões os chaoyagopteridae que conhecemos até agora", afirmou Witton, que batizou a nova espécie de Lacusovagus (morador do lago), por causa do lugar onde o fóssil foi encontrado. O lago faz parte da bacia do Araripe, que os paleontólogos consideram um dos lugares mais ricos em fósseis do mundo e de onde saiu há anos este exemplar, que esteve exposto durante vários anos em um museu da Alemanha.

Informação extraída do "site" Portal de São Francisco e de várias páginas do "site" Ache Tudo e Região (Réptil Voador, o Pterossauro Preferia Ficar no Chão, diz estudo e O Maior Pterossauro viveu no Brasil) e adaptada pela Equipa BE.

 

Os Plessiossauros... Como eram?

21.05.14

Como eram os plesiossauros? Neste artigo retirado do jornal Público, podes aprender mais sobre estes magníficos animais pré-históricos.

 

 

Fóssil de fêmea de plesiossauro grávida sugere que

elas eram as boas mães do Mesozóico

 

 

 

 

Haverá melhor local do que um museu da Califórnia para descobrir um monstro marinho da época dos dinossauros grávido - ou, melhor dizendo, grávida? É Verão e Hollywood não ficará longe do Museu de História Natural de Los Angeles County, onde um fóssil com 78 milhões de anos, descoberto em 1987, prova finalmente que os plesiossauros davam à luz os seus filhos, como os golfinhos e os tubarões e muitos répteis fazem hoje, em vez de porem ovos.

 

Os plesiossauros viveram no tempo dos dinossauros mas, apesar do aspecto que têm, não eram dinossauros. Eram grandes répteis marinhos - e, se o monstro do Lago Ness existisse, pelas descrições que normalmente fazem dele, nos avistamentos entre a bruma escocesa, esperar-se-ia que fosse um plesiossauro que se perdeu no tempo.

 

A ordem Plesiosauria inclui tanto a família dos animais de pescoço curto (tal como o que permitiu esta descoberta), como a dos de pescoço longo, que seria a do suposto monstro do Lago Ness.

 

Sabe-se que outros répteis do Mesozóico - o período geológico iniciado há 250 milhões de anos e que terminou há 65 milhões de anos, com a extinção dos dinossauros - davam à luz os seus descendentes, em vez de pôr ovos, como os dinossauros, escrevem Robin O"Keefe (Universidade Marshall) e Louis Chiappe (Museu de Los Angeles) na revista Science. Mas isso nunca tinha sido confirmado para os plesiossauros.

 

Os dois cientistas relatam agora como perceberam que um fóssil de Polycotylus latippinus, descoberto no Kansas, afinal continha ossos de dois animais: um deles era o esqueleto de um embrião, que parecia ainda estar na barriga da mãe.

 

"Já há muito tempo que se sabia que o corpo dos plesiossauros não era adaptado a sair para terra e pôr ovos num ninho", disse O"Keefe, citado num comunicado de imprensa do Museu de Los Angeles. Os ovos dos répteis têm a casca muito dura e têm de ser postos em terra - mas os plesiossauros eram demasiado grandes para se arrastarem para a costa, salienta a revista New Scientist.

 

"A falta de provas de que dessem à luz as crias tem sido surpreendente. Este fóssil documenta-o pela primeira vez, e por isso finalmente fica resolvido este mistério."

 

Como as orcas

 

Por outro lado, os cientistas notam que o embrião parece bastante grande em comparação com a mãe, e até em relação ao que seria de esperar, quando se olha para as proporções noutras espécies de répteis: a mãe tinha 4,7 metros e o bebé teria 1,6 metros, se se tivesse desenvolvido até ao momento do parto, estimaram os cientistas.

 

Isto levou os dois investigadores a formularem uma hipótese curiosa: "Muitos dos animais que hoje existem e dão à luz crias únicas e grandes são sociais e não dispensam cuidados maternais. Especulamos que os plesiossauros podem ter exibido comportamentos semelhantes, que tornavam as suas vidas sociais mais semelhantes aos dos modernos golfinhos do que aos de outros répteis", diz ainda O"Keefe.

 

Os cetáceos odontocetes (as baleias com dentes, como as orcas), que são altamente sociais e cuidam dos seus descendentes, com dimensões e hábitos alimentares semelhantes (carnívoros), são identificadas pelos cientistas como "os mais próximos equivalentes ecológicos actuais" destes antigos monstros aquáticos. No entanto, os plesiossauros não têm descendentes.

 

Clara Barata in Público . Ciência, 12/08/2011 - 11:14