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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

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Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

Fernando Pessoa (1888 - 1935)

04.04.16

Fernando Pessoa (1888 - 1935)

 

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Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa, aí morreu em 1935, e poucas vezes deixou a cidade em adulto, mas passou nove anos da sua infância em Durban, na colónia britânica da África do Sul, onde o seu padrasto era o cônsul Português. Pessoa, que tinha cinco anos quando o seu pai morreu de tuberculose, tornou-se num rapaz tímido e cheio de imaginação, e num estudante brilhante.

 

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 Fernando Pessoa aos 10 anos, em Durban, África do Sul.

 

 

Pouco depois de completar 17 anos, voltou a Lisboa para entrar no Curso Superior de Letras, que abandonou depois de dois anos, sem ter feito um único exame. Preferiu [que cedo abandonou, preferindo] estudar por sua própria conta na Biblioteca Nacional, onde leu livros de filosofia, de religião, de sociologia e de literatura (portuguesa em particular) a fim de completar e expandir a educação tradicional inglesa que recebera na África do Sul. A sua produção de poesia e de prosa em Inglês foi intensa durante este período, e por volta de 1910, já escrevia também muito em Português. Publicou o seu primeiro ensaio de crítica literária em 1912, o primeiro texto de prosa criativa (um trecho do Livro do Desassossego) em 1913, e os primeiros poemas de adulto em 1914.

 

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 Fernando Pessoa, aos 15 anos.

 


Vivendo por vezes com parentes, outras vezes em quartos alugados, Pessoa ganhava a vida fazendo traduções ocasionais e redacção de cartas em inglês e francês para firmas portuguesas com negócios no estrangeiro. Embora solitário por natureza, com uma vida social limitada e quase sem vida amorosa, foi um líder activo da corrente modernista em Portugal, na década de 1910, e ele próprio inventou alguns movimentos, entre os quais um «Interseccionismo» de inspiração cubista e um estridente e semi-futurista «Sensacionismo». Pessoa manteve-se afastado das luzes da ribalta, exercendo a sua influência, todavia, através da escrita e das tertúlias com algumas das mais notáveis figuras literárias portuguesas.


Respeitado em Lisboa como intelectual e como poeta, colaborou regularmente [publicou regularmente o seu trabalho] em revistas, algumas das quais ajudou a fundar e a dirigir, mas o seu génio literário só foi plenamente reconhecido após a sua morte. No entanto, Pessoa estava convicto do próprio génio, e vivia em função da sua escrita. Embora não tivesse pressa em publicar, tinha planos grandiosos para edições da sua obra completa em Português e Inglês e, ao que parece, guardou a quase totalidade daquilo que escreveu.

 

 

 

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Fernando Pessoa a descer o Chiado, em Lisboa.

 

 


Em 1920, a mãe de Pessoa, após a morte do segundo marido, deixou a África do Sul de regresso a Lisboa. Pessoa alugou um andar para a família reunida –  ele, a mãe, a meia irmã e os dois meios irmãos – na Rua Coelho da Rocha, n.º 16, naquela que é hoje a Casa Fernando Pessoa. Foi aí que Pessoa passou os últimos quinze anos da sua vida – convivendo muito com a mãe, que morreu em 1925, e com a meia irmã, o cunhado e os dois filhos do casal (os meios irmãos de Pessoa emigraram para a Inglaterra), embora também passasse longos tempos na casa sozinho. Familiares de Pessoa descreveram-no como afectuoso e bem humorado, mas muito reservado. Ninguém fazia ideia de quão imenso e variado era o universo literário acumulado na grande arca onde ia guardando os seus escritos ao longo dos anos.

 

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 "Retrato de Fernando Pessoa", Almada Negreiros, 1964.

 


O conteúdo dessa arca – que hoje constitui o Espólio de Pessoa na Biblioteca Nacional de Lisboa – compreende mais de 25 mil folhas com poesia, peças de teatro, contos, filosofia, crítica literária, traduções, teoria linguística, textos políticos, horóscopos e outros textos sortidos, tanto dactilografados como escritos ou rabiscados ilegivelmente à mão, em Português, Inglês e Francês. Pessoa escrevia em cadernos de notas, em folhas soltas, no verso de cartas, em anúncios e panfletos, no papel timbrado das firmas para as quais trabalhava e dos cafés que frequentava, em sobrescritos, em sobras de papel e nas margens dos seus textos antigos. Para aumentar a confusão, escreveu sob dezenas de nomes, uma prática – ou compulsão – que começou na infância.

 

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 Caricatura de Fernando Pessoa e heterónimos,

por Orlandeli.

 

 

Chamou heterónimos aos mais importantes destes «outros eus», dotando-os de biografias, características físicas, personalidades, visões políticas, atitudes religiosas e actividades literárias próprias. Algumas das mais memoráveis obras de Pessoa escritas em Português foram por ele atribuídas aos três principais heterónimos poéticos – Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos – e ao «semi-heterónimo» Bernardo Soares, enquanto muitos poemas e alguma prosa em Inglês foram assinados por Alexander Search e Charles Robert Anon. Jean Seul, o solitário heterónimo francês, era ensaísta. Os muitos outros alter-egos de Pessoa incluem tradutores, escritores de contos, um crítico literário inglês, um astrólogo, um filósofo, um frade e um nobre infeliz que se suicidou. Havia até um seu «outro eu» feminino: uma pobre corcunda com tuberculose chamada Maria José, perdidamente enamorada de um serralheiro que passava pela janela onde ela sempre estava, olhando e sonhando.


Hoje, mais de setenta e cinco anos após a morte de Pessoa, o seu vasto mundo literário ainda não está completamente inventariado pelos estudiosos, e uma importante parte das suas obras em prosa continua à espera de ser publicada.

 

Richard Zenith

Biografias e imagens disponíveis em: Casa Fernando Pessoa

Fernando Pessoa| Vocacional

Wikipédia

 

David Bowie (1947-2016)

11.01.16

David Bowie (1947-2016)

 

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David Bowie é nome artístico de David Robert Jones. É um músico, produtor e ator inglês, considerado um dos maiores pop-rock stars do ocidente. É conhecido como o camaleão do rock pelas mudanças de estilo musical e por encarnar personagens temáticos em alguns de seus álbuns. Criou músicas que ficaram conhecidas: "Space Oddity”, "Life on Mars", "Heroes" e "Ziggy Stardust" são algumas delas.

 

David Bowie nasceu em Brixton, Londres, no dia 8 de janeiro de 1947. É descendente de irlandeses. Foi enviado ao Burnt Ash Junior School, onde já demonstrava dotes musicais através do canto. Ouviu, a partir do pai, músicas de artistas tradicionais de rock, entre eles, Little Richard, cuja canção “Tutti Frutti” praticamente inspirou Bowie no ingresso ao mundo do rock. Bowie teve educação requintada no Ravens Wood School, onde aprendeu línguas, desenho e música.

 

No começo da carreira, aos 15 anos, formou a banda Kon-rads, que tocava em eventos diversos. O seu primeiro single foi "Liza Jane", que não fez sucesso. Depois de várias empreitadas em bandas de rock mal sucedidas, lançou a demo, “Space Oddity”, em 1969, que coincidia com a chegada do homem à Lua. A música ficou em 5.º lugar na Inglaterra, sendo o primeiro grande sucesso de Bowie.

 

 

 

 

 

 

A partir de 1970, David Bowie criou álbuns que seguiam a onda do rock pesado experimental. “The Man Who Sold the World” (1970) e “Hunky Dory” (1971) foram elogiados pela crítica e público. Em 1972 Lançou um dos maiores álbuns da história do rock e da sua carreira: "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars". Era um álbum conceitual tendo como personagem o alter ego andrógino Ziggy Stardust e a música de mesmo nome, fez grande sucesso juntamente com “Starman”. Nesse álbum, Bowie exacerbou o Glam Rock, segmento musical que mesclava o rock tradicional com a androginia e elementos cénicos.

 

Bowie teve uma carreira brilhante nos anos 70, com excelentes álbuns como “Aladdin Sane” (1973), “Diamond Dogs” (1974) e seu grande sucesso nos EUA, a canção “Fame”, que escreveu em parceria com John Lennon, do Álbum “Young Americans”. Criou outra persona, o Thin White Duke, que foi incluído no álbum “Station To Station” (1977). Importante também foi a trilogia lançada em Berlim, com destaque para “Heroes”.

 

 

 

 

 

 

Nos anos 80, Bowie teve uma carreira irregular, onde os pontos altos foram a canção “Let’s Dance” e a parceria com Freddie Mercury na música “Under Pressure”.

 

 

 

 

 

 

Em 1986 lança o videoclipe da canção "Absolute beginners", tema do filme britânico musical "Absolute Beginners" (Absolutamente Principiantes), realizado por Julien Temple, baseado no livro homónimo de Colin MacInnes. David Bowie participou no filme, assim como a cantora Sade.

 

 

 

 

 

 

Nos anos 2000, lançou o “Heathen” (2002) depois dos ataques de 11 de setembro nos EUA, acontecimento que inspirou o sombrio álbum, porém, bastante elogiado. Em seguida, veio o “Reality”, que lhe rendeu uma turnê em 2003 e 2004. Esse foi o último trabalho de estúdio de Bowie, que sofreu um infarte numa turnê em 2004 e resolveu aposentar-se, embora tenha feito poucas apresentações ao vivo com outros artistas.

 

É considerado um dos artistas mais influentes da música rock e pop do século XX, tendo exercido grande influência em muitos artistas, desde Kanye West à Madonna, aos U2, Lorde e à Lady Gaga. A sua influência pode ser sentida no punk rock, new wave e música alternativa, ambiente, dança, música eletrónica, etc.. Ao longo de décadas a sua música abrangeu o pop, glam rock, R&B, funk, dance, soul, progressive rock, hard rock e mais.

 

 

 

 

Também atuou em alguns filmes: "Christiane F." (1981) (sendo ele mesmo numa banda de rock); “"Fome de Viver" (1983) como vampiro contracenando com Catherine Deneuve e “A Última Tentação de Cristo” (1988) de Martin Scorsese, só para citar alguns.

 

Era casado com a modelo somali Iman Abdulmajid desde 1992. Ganhou prémios diversos no Reino Unido e é considerado pela revista Rolling Stone como o 39.º artista numa lista de 100 artistas notáveis. Em 1996, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame. Foi (e será) um dos artistas mais influentes do Rock e do Pop do século XX.

 

David Bowie faleceu pacificamente aos 69 anos, rodeado pela família, no dia 10 de janeiro de 2016, depois de 18 meses de luta contra um cancro, dois dias depois do seu aniversário e três dias depois da estreia do seu videoclipe "Lazarus", extraído do seu último ábum "Black Star".

 

In e-Biografias e ABC News

NB: Texto editado pela Equipa BE.

 

Cleópatra

26.05.15

  Cleópatra

 

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      Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, subiu ao trono aos 17 anos. Contudo, teve de dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou) e depois, com Ptolomeu XIV.

 

        Cleópatra tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade.

 

     A luta pelo poder com o seu irmão gerou uma forte instabilidade política e económica para o Egito. Diante disso, Cleópatra acabou exilada e decidiu pedir o auxílio de Roma. Sedutora e extremamente inteligente, sabia utilizar-se muito bem do poder que detinha. Num plano audacioso e arriscado, enviou-se a si própria, embrulhada num tapete, como presente a Júlio César. Após desenrolar-se do tapete, o seu argumento foi tão ousado quanto o seu plano, ao dizer que havia ficado encantada com as histórias amorosas de César e, por isso, desejava conhecê-lo. Tornaram-se amantes e César ajudou-a a assassinar o seu irmão em 51 A.C. Assim, tornou-se rainha e foi para Roma, onde nasceu Cesarion, filho de Júlio César.

 

     Cleópatra retornou à terra natal após o assassinato de César, em 44 a.C. Estimulada pela ambição que lhe era comum, seduziu Marco António que ocupava o cargo de  governador da porção oriental do Império Romano em 37 A.C. Durante o período em que estiveram em Alexandria, deu dois filhos a Marco Antonio que, em troca, lhe devolveu os territórios de Cirene e outros, que até aquele momento, estavam sob o domínio do Império Romano.

 

        A atitude de Marco António, que se deixava dominar cada vez mais pelo poder de sedução da rainha, devolvendo-lhe as terras que haviam sido conquistadas pelo Império Romano, incomodou de tal forma o Senado romano que este declarou guerra a ambos. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Ácio, ambos cometeram suicídio, tendo-se Cleópatra deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30 a.C. Após a sua morte, o Egito voltou às mãos de Roma.

 

In www.suapesquisa.com

NB: Texto editado pela equipa da BE