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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

Dia Mundial das Zonas Húmidas

02.02.16

WWD2015PT01

 

 

A 2 de Janeiro de cada ano, comemora-se, desde 1975, o Dia Mundial das Zonas Húmidas.

 

O que é uma Zona Húmida?
 
Uma Zona Húmida é uma área de sapal, paul, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas até seis metros de profundidade na maré baixa e zonas costeiras e ribeirinhas.
 
 
As Zonas Húmidas:
 
 
 
 
 
 
 
As Zonas Húmidas são muito importantes porque:
 
  • Controlam inundações e a erosão, porque retêm e absorvem a água de grandes chuvadas e a vegetação reduz a velocidade da corrente.
  • Purificam a água, ao reterem substâncias poluentes, que acabam por se transformar, tornando-se inofensivas.
  • Alimentam reservatórios naturais subterrâneos de água doce, que o homem utiliza para diversos fins.
  • Abrigam e alimentam aves migradoras e outras espécies, em particular durante a reprodução, sendo fundamentais para a sua conservação.
  • Contrariam o efeito de Estufa, uma vez que a vegetação retém o dióxido de carbono que, em excesso no ar, impede as radiações solares de se libertarem para o espaço.
  • Protegem a costa contra tempestades, porque a vegetação reduz a ação do vento, das ondas e das correntes.

 

 

Porque é que muitas estão ameaçadas?

 

Apesar da sua importância ecológica, estética e cultural, as zonas húmidas foram consideradas, durante muito tempo, áreas marginais que deveriam ser transformadas em terra seca.
 
Algumas atividades recreativas, construção desordenada de casas, alteração profunda dos cursos dos rios (por extracção de água, construção de canais e barragens), remoção da vegetação das margens, poluição e certas actividades agrícolas ameaçam atualmente as zonas húmidas pelo mundo, que por estas razões foram reduzidas a metade da área durante o século XX.
 
 

O que é a Convenção de Ramsar?

 

A Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, denominada Convenção de Ramsar, é um tratado intergovernamental que estabelece o quadro de ação nacional e cooperação internacional para a conservação e utilização racional das zonas húmidas e dos seus recursos.

 

Negociados na década de 1960 pelos países e organizações não-governamentais que estavam preocupados com a crescente perda e degradação de habitats de zonas húmidas para aves aquáticas migradoras, o tratado foi adotado na cidade iraniana de Ramsar, a 2 de Fevereiro de 1971 e entrou em vigor em 1975. É o único tratado ambiental global que trata de um ecossistema particular, e os países membros da Convenção abrangem todas as regiões geográficas do planeta.

 

 

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 Alguns dos animais que encontramos num lago.

 

 

E aqui na Castanheira de Pera, que zonas húmidas existem, sabes dizer?

 

 

In O Leme.pt e Ramsar.orgSustentabilidade não é palavra é ação.blogspot.pt

NB: Texto editado pela Equipa BE.

 

Padre António Vieira (1608-1697)

01.02.16

Padre António Vieira 

 

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O Padre António Vieira foi um religioso, escritor e orador português. Lutou contra a escravidão dos índios, numa época em que era normal ter escravos. Defendeu a liberdade religiosa, num tempo em que os suspeitos de heresia eram condenados pela inquisição. Entrou para a Companhia de Jesus e ainda noviço foi indicado para redigir a carta, com os relatos das atividades dos jesuítas, enviada anualmente a seus superiores em Lisboa.

 

António Vieira nasceu em Lisboa, na rua do Cônego, próximo a Sé, no dia 6 de fevereiro de 1608. Filho de Cristóvão Vieira Ravasco e Maria de Azevedo. Seu pai era escrivão da inquisição e foi nomeado para o cargo de escrivão em Salvador e só em 1614 a sua família foi para o Brasil. António Viera tinha 6 anos na época.

 

Foi no Colégio dos Jesuítas, em Salvador, o único na época, que António Vieira estudou. Em 1623 descobriu a vocação para o sacerdócio e entrou para a Companhia de Jesus. Em 1626, ainda noviço, destacou-se nos estudos sendo indicado para redigir as atividades dos Jesuítas, em carta anual, remetida para os superiores em Lisboa.

 

António Vieira, de noviço passou a estudante de teologia. Fez curso de Lógica, Física, Economia e Matemática. Em 1627 começou a dar aulas de retórica em Olinda. Em 1633 começou as suas pregações, visitando as aldeias indígenas, próximas da cidade. No ano seguinte ordena-se sacerdote e em 1638 passou a dar aulas de Teologia. Como pregador em cima de um púlpito, a sua fama espalhou-se, defende a colónia, rebela-se contra a escravidão e clama pela expulsão dos holandeses em Pernambuco.

 

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 "Sermão de Santo António aos peixes",

um dos sermões mais famosos do Padre António Vieira.

 

 

Em 1640, em Portugal, D João IV sobe ao trono, restaurando a monarquia, depois de sessenta anos de subordinação ao trono espanhol. Em fevereiro de 1641, António Vieira parte para Lisboa. Em 1642 os seus sermões já haviam conquistado o rei e a rainha D. Luísa. Torna-se o guardião da Coroa. Nos seus sermões procura apoio para o rei diante de uma reunião com os representantes do povo, a nobreza e o clero, onde se votariam os tributos para a continuação da guerra com a Espanha.

 

Nessa época inicia-se em Portugal uma disputa entre jesuítas e dominicanos. Os jesuítas propagavam a fé através da catequese, enquanto os dominicanos se propunham a defendê-la, organizando os tribunais da Inquisição. António Vieira propõe amnistia aos judeus e o regresso deles para Portugal, uma vez que a maioria trabalhavam no comércio e seriam de grande valor para o reino. Sugere a criação de companhias mercantis, uma Oriental e outra Ocidental.

 

 

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 Padre António Vieira a pregar aos índios.

 

 

António Vieira foi nomeado embaixador para negociar a paz com a Holanda, que recusava todas as propostas para se retirar de Pernambuco. Viaja para Paris e em seguida para a Holanda. De volta ao Brasil, segue para o Maranhão com o objetivo de libertar os índios injustamente cativos. Em 1661 foi expulso do Maranhão pelos senhores de escravos que não aceitavam as suas ideias. Voltou para Lisboa onde foi preso pela inquisição, que o acusou de heresia. Amnistiado em 1669, viajou para Roma, quando foi absolvido pelo Papa em 1675.

 

O Padre António Vieira abandonou definitivamente a Corte, voltou para a Bahia, onde entre os anos de 1681 e 1694 se dedicou a ordenar os seus sermões para os transformar em livros. Doente e quase cego, fez as suas últimas pregações. Deixou mais de 200 sermões e 700 cartas.

 

O Padre António Vieira morreu em Salvador, Bahia, no dia 17 de junho de 1697.

Obras de António Vieira

Sermão da Sexagenária
Sermão de Santo Antônio aos Peixes
Sermão do Mandato
Sermão de São Pedro
Sermão de São Roque
Sermão de Santa Teresa
Sermão de Todos os Santos
Sermão do Espírito Santo
Sermão de Nossa Senhora do Rosário
Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra a Holanda
Cartas
Arte de Furtar
Quinto Império
História do Futuro
Esperanças de Portugal

 

In E-Biografias.net