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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

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NASA revelou descoberta de planeta muito semelhante à Terra

23.07.15

NASA revelou descoberta de planeta
muito semelhante à Terra

Terra2FRENTE

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) anunciou esta tarde em conferência de imprensa a descoberta de um novo planeta com características muito parecidas com as da Terra.

 

No planeta Kepler 452b um ano dura 385 dias. Situado a uns 1400 anos-luz do nosso, este planeta é maior do que a Terra, com cerca de cinco vezes a massa e com um equador perto de 60% maior.

 

Tem a temperatura ideal para a existência de água no estado líquido, orbitando uma estrela muito semelhante ao nosso sol.

 

O Kepler 452b foi descoberto no âmbito da missão do telescópio Kepler, cujo objectivo é o de encontrar exoplanetas situados na «zona habitável» das respectivas estrelas.

 

Na mesma ocasião foram apresentados outros 11 planetas, mas apenas o Kepler 452b foi confirmado como estando localizado na «zona habitável» de uma estrela da mesma categoria do sol, explicou a NASA.

 

No entanto, nota o New York Times, ainda não se sabe se este é um planeta rochoso ou gasoso, isto é, se tem de facto uma superfície ou não.

 

O novo planeta é muito mais velho do que a Terra, cerca de seis mil milhões de anos (6 000 000 000 de anos), o que é tempo mais do que suficiente para que se tenha desenvolvido vida, caso se confirme que há condições para tal.

 

A apresentação desta quinta-feira coincidiu com o 20.º aniversário da descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar que orbitava uma estrela semelhante ao nosso sol.

 

Essa descoberta, recorda o DN, foi feita por dois cientistas da Universidade de Genebra, Michel Mayor e Didier Queloz, em 1995.

 

Uma das descobertas mais recentes foi a de um sistema solar com cinco planetas idênticos à Terra, encontrado por um grupo liderado pelo português Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, acrescenta a publicação na edição online.

 

In Diário Digital

 

Poema do Homem Novo

20.07.15

Neil-Armstrong-Luna-4

 

 

Poema do Homem Novo

 

Neil Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.

Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.

A cobrir tudo, enfim, como um balão ao vento,
um envólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.

Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num borborinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam,
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.

Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.

Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.

Mais um passo.
Mais outro.
Num sobre-humano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.



António Gedeão, in 'Novos Poemas Póstumos'