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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

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Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

Carnaval — História e Origem

28.02.14
Carnaval - História e Origem

 

 

Carnaval é sinónimo de diversão e de festa. Costuma ouvir-se dizer que “a vida são dois dias e o carnaval são três”, frase esta, que demonstra perfeitamente a forma intensa como o carnaval é vivido pelos aficionados desta festividade. 
Mas, afinal, qual é a origem do Carnaval?

 

As teorias e opiniões são diversas, tanto em relação ao local do surgimento, como em relação à origem da palavra que dá nome à comemoração. No entanto, há pontos para os quais todas convergem. A transgressão, o corpo, o prazer, a carne, a festa, a dança, a música, a arte, a celebração, a inversão de papéis, as cores e a alegria.  

Origem da palavra “Carnaval”    


Quanto à origem da palavra, são apontadas duas possibilidades muito diferentes na origem e no conteúdo. 


A primeira possibilidade é a oposição entre a ordem e a desordem, entre a representação e a vontade. Desta forma, a palavra é originária do vocábulo latino “Carrum Navalis” , que eram os carros navais que faziam a abertura das Dionísias Gregas nos séculos VII a.C. e VI a.C., momento este em que a euforia e a inversão de valores se estendiam pelas ruas das cidades. 


A segunda possibilidade é de origem cristã. A palavra pode ter surgido quando Gregório I, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que antecede a Páscoa. Ao domingo anterior deu o nome de “carne levamen”, que representa a acção de “tirar a carne”. Na terça-feira de carnaval, seria o último dia em que era permitido comer carne, pois, de seguida, viriam os 40 dias de jejum até à Quaresma.
 
Surgimento da Festividade


Quanto ao surgimento também não há consenso. Há quem divida a história do carnaval em quatro períodos: o Originário, de 4000 a.C. ao séc. VII a.C.; o Pagão, desde o séc. VII ao séc. VI d.C.; o Cristão, desde o séc. VI d.C. ao séc. XVIII d.C. e o Contemporâneo, desde o séc. XVIII até ao momento. 


No Egipto, os povos primitivos realizavam diversos cultos, desde os sérios aos cómicos, nestes, convertiam as suas divindades em objectos de burla e blasfémia. Em alternativa aos heróis surgiam os sósias paródicos. Outra hipótese apontada para que o carnaval tenha surgido no Egipto é a de que a comemoração iniciou como uma espécie de culto feito para agradecer uma boa colheita, onde as pessoas se mascaravam, dançavam e bebiam. Outra explicação apontada é a de que os povos dançavam e cantavam, mascarados em volta da fogueira, como forma de mostrar a inexistência de classes sociais. 


Há, também, quem defenda que o carnaval teve origem na Grécia, quando surgiu a agricultura, as pessoas passaram a comemorar a fertilidade e a produtividade do solo. Na Grécia, era usual fazer-se a teatralização colectiva, onde todos os papéis eram invertidos. Neste momento o povo “acertava contas” com os governantes. Nesta altura, o miserável vestia-se de rei, o rico de pobre, o libertino de líder religioso e os homens de mulheres. Aqui, virava-se o mundo ao contrário. 


Em Roma, as comemorações do carnaval, realizavam-se entre os meses de Novembro e Dezembro. Estas comemorações levavam a uma aparente quebra da hierarquia social, quando todos se misturavam na praça pública com muito sexo e muita bebida. Na época das comemorações as escolas e os tribunais encerravam as portas. A festa era composta por corridas de cavalos, desfiles de carros alegóricos, guerras de papelinhos, corridas de corcundas e lançamento de ovos, entre outras diversões. 


O carnaval, apesar de não ser bem visto pela igreja, por ser de origem pagã e obscena, foi ganhando algum significado. A igreja determinou que a folia carnavalesca deveria ser realizada antes do inicio da Quaresma, período de jejum e abstinência que antecede a Páscoa. 
A Portugal chegou no séc. XV e XVI com o nome de Entrudo – introdução à Quaresma. Era festejado de forma muito violenta. No final do séc. XIX nas aldeias Portuguesas, o carnaval era o momento da igualdade e da liberdade para todos, nas cidades era considerado uma luta de classes. 
Hoje, o carnaval é considerado a grande manifestação de alegria popular. Um momento de convívio, onde o sarcasmo e a sátira social estão em constante presença. 


Como refere Virgílio Ferreira, “Que ideia a de que no carnaval as pessoas se mascaram. No carnaval desmascaram-se”.

 

Liliana Correia

 

 

Texto de Liliana Correia, extraído de PQ (Porquê) Jornal

 

Sessão de Cinema: "À Espera de um Milagre"

28.02.14

Nesta sexta-feira temos cinema: na tua Biblioteca Escolar passa o filme "À Espera de um Milagre" (1999), de Frank Darabont, com os atores Tom Hunks, Michael Clarke Duncan e David Morse, nos principais papéis.

 

Este filme, baseado num livro de Stephan King, narra a história da relação entre Paul Edgecomb, o chefe dos guardas da prisão, e um dos seus prisioneiros, John Coffey, no corredor da morte de uma prisão do estado do Louisiana (EUA). Enquanto se espera a execução da sentença de morte, desenvolve-se entre Edgecombe e Coffey uma relação invulgar baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom misterioso e milagroso. O guarda fica então num conflito moral entre o cumprimento do dever e a consciência de que o prisioneiro que tem o dever de executar pode não ser o culpado do crime de que é acusado.