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BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

BE Castanheira de Pera

Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Bissaya Barreto - Castanheira de Pera

29
Set14

Em Bom Português - Ep. 1

Equipa BE

Iniciamos hoje a publicação da excelente série da RTP em parceria com a Porto Editora, "Em Bom Português",  um apoio audiovisual dos documentos do currículo.

 

Episódio 1: Em bom português, diz-se "Amar-te-ei para sempre ou "Amarei-te para sempre"?

 

 

 

 

NB: Os episódios serão numerados pela ordem de publicação no blogue.

29
Set14

A Mafalda celebra hoje os seus 50 anos!

Equipa BE

 

Reproduzimos abaixo uma parte do artigo publicado no Jornal de Notícias sobre o aniversário da Mafalda:

 

Contestatária, refilona, pessimista. Mafalda, a personagem de banda desenhada criada pelo argentino Quino, celebra 50 anos, desde que apareceu no jornal "Primera Plana". Em Portugal, a data é assinalada com uma nova edição de todas as tiras humorísticas.

 

Apesar de ter sido criada em 1962, para a promoção de uma gama de eletrodomésticos, a famosa personagem de banda desenhada só apareceu pela primeira vez - carrancuda, com farta cabeleira negra - a 29 de setembro de 1964, no semanário argentino Primera Plana.

 

Filha de uma família da classe média argentina, Mafalda questiona a Humanidade e a existência da sopa, de dedo em riste e quase sempre com um ar preocupado. Uma "heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é", descreveu Umberto Eco em 1969.

 

 

Quino (Joaquín Lavado) foi publicando as tiras de BD da Mafalda - e de uma galeria de personagens que inclui Manelito, Filipe, Susanita, Miguelito, Liberdade e uma tartaruga chamada Burocracia - ao longo de nove anos e em vários jornais, ao mesmo tempo que mantinha o trabalho no desenho gráfico de humor.

 

 

 

Contra a maré de sucesso, o autor decidiu não mais publicar as tiras semanais a 25 de Junho de 1973, abrindo exceções para pedidos especiais, como quando desenhou Mafalda, em 1977, para uma campanha da UNICEF para os direitos das crianças.

 

Hoje, aos 82 anos, Quino sublinha que já desenhou tudo o que tinha a desenhar sobre Mafalda. Fica a obra, que, apesar de uma ou outra ruga da passagem do tempo, continua atual porque "o mundo é o mesmo".

 

 50 ANOS

Ler o artigo completo no Jornal de Notícias, 27-09-2014

 

28
Set14

Louis Pasteur

Equipa BE

 

Louis Pasteur (Dole, 27 de dezembro de 1822 — Marnes-la-Coquette, 28 de setembro de 1895) foi um cientista francês. As suas descobertas tiveram enorme importância na História da Química e da Medicina.

 

Pasteur fez muitas descobertas no campo da química, principalmente a base molecular para a assimetria de certos cristais. Descobriu em 1848 o dimorfismo do ácido tartárico, ao observar no microscópio que o ácido racêmico apresentava dois tipos de cristais, com simetria especular. Foi o descobridor das formas dextrógiras e levógiras, comprovando que desviavam o plano de polarização da luz no mesmo ângulo, embora em sentido contrário. Esta descoberta valeu ao jovem químico, com apenas 26 anos de idade, a concessão da "Légion d'Honneur" (Legião de Honra) francesa. 

 

Exerceu o cargo de Professor de Química em Dijon e depois em Estrasburgo. Casou-se com Marienne Laurente, filha do reitor da Academia. Em 1854 foi nomeado Decano da Faculdade de Ciências na Universidade de Lille.

 

A pedido dos vinicultores e cervejeiros da região, começou a investigar a razão pela qual azedavam os vinhos e a cerveja. De novo, utilizando o microscópio, conseguiu identificar a bactéria responsável pelo processo. Propôs eliminar o problema aquecendo a bebida lentamente até alcançar 48° C, matando, deste modo, as bactérias, e encerrando o líquido posteriormente em cubas hermeticamente seladas para evitar uma nova contaminação. Este processo originou a atual técnica de pasteurização dos alimentos. Demonstrou, desta forma, que todo processo de fermentação e decomposição orgânica ocorre devido à ação de organismos vivos. 

 

Na Inglaterra, em 1865, o cirurgião Joseph Lister aplicou os conhecimentos de Pasteur para eliminar os micro-organismos vivos em feridas e incisões cirúrgicas. Em 1871, o próprio Pasteur obrigou os médicos dos hospitais militares a ferver os instrumentos e as ligaduras que seriam utilizados nos procedimentos médicos. Também a mortalidade das mulheres por infeção e febre puerperal (no parto) foi grandemente reduzida, devido a estas e outras medidas sanitárias. 

 

Ele foi um dos três principais fundadores da microbiologia, juntamente com Ferdinand Cohn e Robert Koch. Segundo a sua "teoria germinal das enfermidades infeciosas", todas as enfermidades infeciosas têm a sua causa (etiologia) num micróbio com capacidade de se propagar entre as pessoas, devendo-se investigar o micróbio responsável por cada enfermidade para se determinar um modo de o combater. Na sua investigação dos microscópicos agentes patogénicos, Pasteur acabou por descobrir as vacinas, em especial, a anti-rábica.

 

Recebeu três prémios: a Medalha Rumford (1856) e a Medalha Copley (1874), prémios concedidos pela Royal Society de Londres no domíno das ciências; e a Medalha Leeuwenhoek (1895), prémio concedido pela Academia Real de Artes e Ciências dos Países Baixos (Holanda), na área da microbiologia. 

 

Em 1888, ele fundou o Instituto Pasteur, um dos mais famosos centros de pesquisa da atualidade.

 

Louis Pasteur faleceu aos 72 anos, a 28 de setembro de 1895. O seu corpo está enterrado sob o Instituto Pasteur, em Paris, num mausoléu decorado por mosaicos em estilo bizantino que lembram as suas realizações.

 

Fonte: Wikipédia 

NB: Texto adaptado pela Equipa BE 

27
Set14

Sylvia Pankhurst

Equipa BE

Sylvia Pankhurst, c. 1910.

 

Estelle Sylvia Pankhurst (5 maio 1882 – 27 setembro 1960) foi uma ativista inglesa do movimento sufragista no Reino Unido e também uma proeminente comunista. Nasceu em Manchester, filha do Dr. Richard Pankhurst e de Emmeline Pankhurst, membros do Partido Independente Trabalhista e (especialmente a Emmeline) particularmente envolvidos com a causa da defesa dos direitos da mulher. 

 

Sylvia frequentou a Manchester School of Art, e, em 1900, ganhou uma bolsa para o Royal College of Art em South Kensington. Em 1907, ela percorreu as cidades industriais do Norte de Inglaterra e da Escócia, pintando mulheres da classe operária no seu ambiente de trabalho.

 

Em 1906, Sylvia começou a trabalhar a tempo inteiro na União Social e Política das Mulheres (WSPU - Women's Social and Polytical Union) com a sua irmã mais velha Christabel e com a mãe, tendo sido ela a criar as cores simbólicas do movimento: púrpura (dignidade), branco (pureza) e verde (esperança no futuro). Ao contrário da mãe e da irmã, ela manteve a sua filiação no Movimento trabalhista e preferiu concentrar a sua atividade em East London, em vez de liderar a organização nacional.  Sylvia contribuiu com artigos para o jornal Votes for Women, da WSPU, e em 1911, publicou a história propagandista da campanha WSPU, The Suffragette: The History of the Women's Militant Suffrage Movement. Por volta de 1914, Sylvia desligou-se da WSPU, pois pretendia que houvesse uma ligação da WSPU à organização socialista e uma maior abrangência de temas para além do sufrágio feminino, na linha de atuação do Partido Independente Trabalhista, o que não sucedia. Além disso, como pacifista, Sylvia não concordava com a violência dos protestos das campanhas da WSPU, que levavam, inclusive, ao fogo posto.

 

 

 

In 1914, ela criou a Federação de Sufragistas de East London (ELFS -  East London Federation of Suffragettes), que ao longo dos anos evoluiu politicamente e alterou o seu nome, primeiro para Ferderação do Sufrágio das Mulheres (Women's Suffrage Federation) e depois para Federação Socialista dos Trabalhadores (Workers' Socialist Federation). Fundou o jornal da WSF, Women's Dreadnought, que se veio a chamar Workers' Dreadnought. O jornal fazia campanha contra a guerra e alguns dos seus membros esconderam objetores de consciência da polícia.

 

Durante a I Grande Guerra, Sylvia ficou horrorizada por ver a mãe e a irmã Christabel tornarem-se entusiastas apoiantes da guerra, com uma campanha que levou a excessos como a desmoralização dos homens e rapazes que, pela idade ou saúde eram dispensados de se alistarem (sendo-lhes entregues as famosas penas brancas). Demarcando-se da mãe e irmã, Sylvia fez uma campanha ativa anti-guerra.

 

A organização de Sylvia tentou organizar a defesa dos interesses das mulheres nas partes mais empobrecidas de Londres e organizou restaurantes de preços de custo para alimentar os que tinham fome, sem laivos de caridade.  Também fundou uma fábrica de brinquedos para dar trabalho às mulheres que ficavam desempregadas devido à guerra. Ela lutou ainda para defender os direitos das mulheres dos soldados de receber uma pensão decente enquanto os maridos estavam na guerra, criando centros de serviços legais e desenvolvendo campanhas para obrigar o governo a ter em consideração a pobreza das mulheres dos soldados.  

 

Em 1927, com 45 anos, Sylvia deu à luz um menino, Richard, filho do seu companheiro, o italiano anarquista Silvio Corio. Como Sylvia sempre se recusou a casar com ele, prezando a sua liberdade acima de tudo, a sua mãe cortou laços com ela.

 

Em 1932, Sylvia foi fundamental para a criação do Conselho Nacional de Saúde dos Trabalhadores Socialistas. 

  

No início dos anos 30, Sylvia afastou-se da política comunista mas manteve-se ligada aos movimentos anti-fascismo e anti-colonialismo. Opondo-se ao racismo e fascismo em ascensão na Europa, ajudou refugiados judeus a escaparem da Alemanha Nazi.

 

Sylvia reagiu à invasão italiana da Etiópia, publicando o jornal The New Times and Ethiopia News desde 1936. Ela recolheu fundos para o primeiro Hospital Universitário da Etiópia e escreveu sobre a arte e cultura etíopes — as suas pesquisas foram publicadas sob o título de Ethiopia, a Cultural History (London: Lalibela House, 1955). Finda a ocupação italiana deste país (1936-1941), ela apoiou a união entre a Etiópia e a Somália, tornando-se amiga do Imperador Haile Selassie. Mudou-se para Adis Abeba a convite do imperador em 1956, com o seu filho, e fundou um jornal mensal, Ethiopia Observer, onde relatou muitos aspetos da vida e desenvolvimento da Etiópia.

 

Ao falecer em 1960, em Adis Abeba, com a idade de 78 anos, recebeu um funeral de estado, estando enterrada na catedral desta cidade. Sylvia Pankhurst recebeu a honra póstuma de lhe ser concedida pelo imperador Haile Selassie a cidadania etíope honorária.

 

Fontes: Wikipédia; Efemérides do Leme; History.

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